Portugal planeja construir eco-cidade com cérebro próprio para tomada de decisões
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
ECO-CIDADES - PODERÃO EXISTIR?
Portugal planeja construir eco-cidade com cérebro próprio para tomada de decisões
sábado, 9 de outubro de 2010
DESASTRE AMBIENTAL NO RIO DANUBIO
a todo momento somos informados sobre o vazamento de material tóxico na Hungria e a possível contaminação do Rio Danúbio. Pois bem, para ajudar em nossa opinião sobre o assunto, segue abaixo um "resumo" de quem é e o que representa o Rio Danúbio e as possíveis consequências de sua contaminação. Boa Leitura.
Quem é o Rio Danúbio
O Danúbio é o segundo rio mais longo da Europa (depois do Volga), e tem entre 2 845 e 2 888 quilômetros de extensão, atravessando o continente de oeste a leste, desde sua nascente na Floresta Negra (Alemanha) até desaguar no Mar Negro, no Delta do Danúbio (Romênia). O rio passa por diversas capitais da Europa e constitui a fronteira natural de dez nações. As mais importantes cidades nas suas margens são Ulm, Ingolstadt, Ratisbona, Linz, Viena, Bratislava, Budapeste, Novi Sad, Belgrado, Ruse, Brăila e Galaţi. O Danúbio é uma importante via comercial. Sua bacia hidrográfica se estende por 796 000 km². Seu fluxo médio é de 6 700 m³/s. Um breve histórico do acidente
“Países e empresas vêm tentando progressivamente lidar com esse problema, mas, claramente, quaisquer ações que tenham sido tomadas aqui não foram o suficiente”, disse ao “NYT” Philip Weller, secretário -executivo da comissão, com sede em Viena. “Isso reitera pra nós a necessidade de adotar medidas preventivas.”
O vazamento
A lama vermelha vazou na segunda-feira (4), após o rompimento de um reservatório de uma refinaria de alumínio na cidade de Ajka (160 km a oeste de Budapeste), na Hungria. O incidente já deixou quatro mortos e cerca de 150 feridos. A União Europeia e autoridades ambientais temem uma catástrofe ambiental afetando meia dúzia de países se a lama vermelha contaminar o Danúbio.O material tóxico alcançou o rio Danúbio nesta quinta-feira (7), após causar estragos em rios menores e lagos. Os países rio abaixo começaram a se preocupar com a qualidade de suas águas. Autoridades da Croácia, Sérvia e Romênia recolheram amostras do rio hoje. Depois do local do acidente, o Danúbio passa dentro ou pelas margens do território da Croácia, Sérvia, Bulgária, Romênia, Moldova e Ucrânia, a caminho do Mar Negro.
A lama vermelha atingiu os afluentes a oeste do Danúbio no começo desta quinta-feira e o leito mais largo e principal por volta do meio-dia, informou Tibor Dobson, porta-voz das equipes de emergência da Hungria, à agência de notícias estatal MTI. A esperança é de que o grande volume de água do Danúbio consiga reduzir o impacto do vazamento.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
DESPOLUIÇÃO DA ÁGUA COM CASCA DE CRUSTACEOS
Caros Amigos,
achei muito interessante esta pesquisa, vamos torcer para existam verbas e incentivos para sua continuidade, pois parece haver ganho ambiental para todos.
Fibra de crustáceos pode despoluir rios contaminados com metais pesados Uma fibra retirada de crustáceos, como camarão e lagosta, pode ajudar a despoluir rios e lagos contaminados por metais pesados, de acordo com uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
A fibra, chamada quitosana, é abundante na natureza e comumente usada pela indústria farmacêutica para outras finalidades.
“Ela é extraída da casca de crustáceos, como caranguejos, que são descartados pela indústria pesqueira”, disse a pesquisadora Elaine Nogueira Lopes de Lima, que apresentou o trabalho como tese de doutorado em química.
Para extrair da água metais como cobre e chumbo, que podem contaminar animais e plantas nas proximidades, a quitosana é alterada quimicamente, ficando com capacidade de “aderir” a esses elementos.
“A quitosana é usada em forma de pó. Quando jogada na água, os metais grudam nas moléculas”, disse Lima.
Em seguida, é feita uma filtragem para retirar o pó com metais pesados absorvidos.
O pó da fibra pode ser reutilizado depois de retirados os metais pesados.
Com os resultados positivos, a pesquisadora já planeja testar outras reações em misturas com quitosana, desta vez em fármacos. O objetivo é que o tratamento nos rios seja ampliado para substâncias tóxicas desta área. (Fonte: Maurício Simionato/ Folha.com)
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
AUTOMÓVEL X MEIO AMBIENTE
Um ex-projetista da Fórmula 1 criou um carro ecológico que pode ser a soluçã
o para o congestionamento nas grandes cidades. O veículo ocupa um terço do espaço de um carro convencional quando estacionado, é tão estreito que pode dividir uma mesma faixa de rua ou pista com outro automóvel e é construído à base de materiais reciclados. Sua manufatura dispensa grande parte da maquinaria pesada usada pela indústria automobilística hoje e requer apenas 20% do capital necessário atualmente.
vidro, garrafas de plástico recicladas e tubos ocos de aço. Ele utiliza um quinto dos materiais necessários para se construir um carro convencional. O veículo leva três passageiros, pesa 575 kg, tem 240 cm de comprimento, 130 cm de largura e 160 cm de altura. Ele alcança a velocidade máxima de 145 km/hora e deve custar em torno de US$ 9 mil.domingo, 19 de setembro de 2010
SACOLAS PLASTICAS X MEIO AMBIENTE

As sacolas plásticas ou saquinhos de supermercado são uma "praga" moderna que deve ser aos poucos abandonada por todos nós. Saiba mais sobre seus malefícios e como eliminá-la de sua vida.
A maioria das invenções estão diretamente relacionadas com nosso conforto e praticidade, porém muitas delas são colocadas no mercado sem nenhuma pesquisa mais profunda de seu impacto, principalmente ambiental. A regra é o lucro imediato. Este é o caso das sacolas plásticas ou "saquinhos de supermercado". Que nos últimos tempos ela virou uma "praga" ninguém pode negar. Uma praga digo no sentido de que qualquer coisa que compramos, até mesmo uma cartela com 4 comprimidos, é embalada nela.
Origem
Sua invenção data de 1862 e foi uma revolução para o comércio por sua praticidade e por ser barata. Apesar de antiga a invenção veio explodir no Brasil a partir da década de 80, contribuindo para a filosofia do "tudo descartável". Mas agora sabemos (e os Europeus já sabem há um bom tempo) que elas são um dos grandes vilões do meio ambiente e apenas agora nos demos conta disto, bem como várias outras coisas que antes utilizávamos sem nenhum peso na consciência.
Motivos de sobra para abandoná-la
Mas porque ele é assim tão prejudicial para o meio ambiente? Bem, em primeiro lugar o saquinho plástico é um derivado do petróleo, substância não renovável, feita de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD) e sua degradação no ambiente pode levar séculos, ou seja, seu tataraneto pode no futuro se deparar com o saquinho que você jogou fora hoje. No Brasil aproximadamente 9,7% de todo o lixo é composto por saquinhos plásticos, além disso a produção do plástico é ambientalmente nociva. Para produzir uma toneada de plástico são necessários 1.140 kw/hora (esta energia daria para manter aproximadamente 7600 residências iluminadas com lâmpadas econômicas por 1 hora), sem contar a água utilizada no processo e os degetos resultantes.
Há um outro grande problema: a poluição dos mares por este tipo de lixo. Saquinh
os plásticos no mar são confundidos por peixes e, principalmente, pelas tartarugas marinhas como águas vivas, um de seus alimentos. Assim ao ingerir o saquinhos as tartarugas morrem por obstrução do aparelho digestivo. Se você tiver oportunidade de um dia visitar o Projeto Tamar, verá que lá estão expostos vários cadáveres de tartarugas que morreram desta forma.
Os saquinhos também são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado libera toxinas perigosas para a saúde.
O que fazer então?
A grande idéia é aos poucos substituirmos as sacolas plásticas descartáveis, ou por sacolas realmente biodegradáveis (pesquisas estão sendo feitas no Brasil para a produção de plásticos a partir da cana de açúcar e milho) ou por sacolas não descartáveis. Lembra daquelas antigas sacolas de feira? Isto mesmo, elas aos poucos estão voltando e com força total. Nós aqui do Ser Melhor já temos a nossa!
Seguem algumas dicas de como começar a diminuir o uso das sacolas descartáveis:
- Comece a levar uma sacola própria para fazer as compras, seja no supermercado, na venda, quitanda ou feira. Não importa que nela não caibam todas as suas compras, pelo menos uma parte delas vai para a sua casa sem utilizar o saquinhos;
- As famosas "sacolas de feira" são uma grande dica, seja ela de plástico resistente, seja de pano;
- Se a quantidade de compras seja muito grande, peça no supermercado caixas de papelão para transportar as compras. Algumas redes de supermercados já oferecem esta opção;
- Caso seu supermercado utilize sacolas biodegradáveis, de preferência para estas;
- Cuidado com as sacolas Oxibiodegradáveis. Apesar delas se "desfazerem" no ambiente, diferentemente de uma sacola biodegradável, que é consumida por microorganismos, a sacolas Oxidegradáveis se utilizam de componentes químicos nocivos para decompô-la, continuando a poluir o ambiente, apenas não serão visíveis aos nossos olhos (para mais detalhes consulte http://www.ambiente.sp.gov.br/artigos/270707%5Fengodo%5Fplastificado.htm);
- De preferência pelos sacos de papel;
- Verifique as datas de validade dos produtos. Você poderá estar levando um produto que irá para o lixo. Além do desperdício de dinheiro você terá utilizado um ou vários saquinhos a toa;
- Repense suas compras. Será que tudo que você está comprando será utilizado ou boa parte irá estragar e ir para o lixo? Você precisa mesmo do que está comprando ou foi a propaganda que lhe disse para comprar? Quanto menos compras, menos saquinhos serão utilizados.
Movimentações em torno do tema
Na Europa os costumes já começam a mudar. Na Alemanha se você não levar sua própria sacola ao supermercado tem que pagar um preço salgado por cada saquinho que utiliza, além de outras medidas adotadas pelo governo. A Irlanda segue o mesmo caminho e na Inglaterra redes de supermercados já oferecem saquinhos totalmente biodegradáveis.
No estado de São Paulo, o governo e entidades já estão se movimentando para reduzir o número de sacolas plásticas, incentivando com campanhas de esclarecimento a população, visando utilizar suas próprias sacolas para fazer as compras.
Mas sei que é difícil desvenciliar-se de um costume, de algo tão prático quanto as sacolinhas plásticas, porém temos que começar algum dia. Que tal hoje!?
Referência:
Fonte: www.sermelhor.com.br
Escrito por: Daniel Pereira - danielusp@bol.com.br
sábado, 4 de setembro de 2010
PRODUÇÃO PRIMARIA X EFEITO ESTUFA
Contribuição da agricultura para o efeito estufa

Arroz emite 20% do gás metano gerado pela agricultura no mundo
Fontes:
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
MAR DE ARAL - TRAGÉDIA AMBIENTAL
vejam a dimensão da alteração ambiental no Mar de Aral na antiga URSS.
este impacto ambiental foi por intervenção humana ou dinâmica geológica?
leiam o artigo e vejam as explicações e sugestões para reverter a situação.
Reflitam e tirem suas conclusões.
Boa Leitura !!!!
Mar de Aral era um lago de água salgada, localizado na Ásia Central, entre as províncias cazaques de Aqtöbe e Qyzylorda (ao norte), e a região autônoma usbeque de Caracalpaquistão (ao sul). O nome (em português, Mar das Ilhas) refere-se à grande quantidade de ilhas presentes em seu leito (mais de 1500). Este já foi o quarto maior lago do mundo com 68 000 km² de superfície e 1100 km³ de volume de água, mas em 2007 já havia se reduzido a apenas 10% de seu tamanho original, e em 2010 estava dividido em três porções menores, em avançado processo de desertificação.
A outrora próspera indústria pesqueira foi praticamente destruída, provocando desemprego e dificuldades econômicas. A região também foi fortemente poluída, com graves problemas de saúde pública como consequência. O recuo do mar também já teria provocado a mudança climática local com verões cada vez mais quentes e secos, e invernos mais frios e longos.
Atualmente, existe um esforço contínuo no Cazaquistão para salvar e recuperar o norte do Mar de Aral. Como parte deste esforço, um projecto de uma barragem foi concluída em 2005 e em 2008 o nível de água nesse local já havia subido doze metros a partir de seu nível mais baixo em 2003. A salinidade caiu e os peixes são encontrados em número suficiente para tornar a pesca viável. No entanto, as perspectivas para o mar remanescente do sul permanece sombria, tendo sido chamado de "um dos piores desastres ambientais do planeta".
HISTÓRIA
Exploração Humana inicial

Primeiros navios russos no Mar de Aral
O ENCOLHIMENTO
(fim de 2000-começo de 2001)
No início, a irrigação das plantações consumia aproximadamente 20 km³ de água a cada ano, porém, em ritmo crescente. Já na década de 1960, a maior parte do abastecimento de água do lago tinha sido desviado e o Mar de Aral começou a perder tamanho. De 1961 a 1970 o lago baixou 20 cm por ano, e essa taxa cresceu 350% até 1990. Em 1987, a redução contínua do nível da água levou ao aparecimento de grandes bancos de areia, causando uma separação em duas massas de água, formando o Aral do Norte (ou Pequeno Aral) e o Aral do Sul (ou Grande Aral).
A quantidade de água retirada dos rios que abasteciam o Mar de Aral duplicou entre 1960 e 2000, assim como a produção de algodão. No mesmo período, o Uzbequistão tornou-se o 3º maior exportador de algodão do mundo. Como consequência da redução do volume de água, a salinidade do lago quase quintuplicou e matou a maior parte de sua fauna e flora naturais. A próspera indústria pesqueira faliu, assim como as cidades ao longo das margens. Houve desemprego e dificuldades econômicas.
As poucas águas do Mar de Aral também ficaram fortemente poluídas, em grande parte como resultado de testes com armamentos e projetos industriais, e o uso maciço de pesticidas e fertilizantes. As pessoas passaram a sofrer com a falta de água doce e as culturas na região estão sendo destruídas pelo sal depositado sobre a terra. Nos últimos anos, o vento tem soprado sal a partir do solo seco e poluído, e causado danos à saúde pública. Há também relatos de alterações climáticas na região, com verões cada vez mais quentes e secos, e invernos mais frios. A situação do Mar de Aral e sua região é descrita como a maior catástrofe ambiental da história.
TEORIAS PARA O DESASTRE
Há duas vertentes que pretendem explicar o processo de desertificação:
Produção local
SITUAÇÃO ATUAL


O lago deu lugar ao Aralkum, um deserto de sal e poluentes sólidos / barco abandonado (antigo porto)
A superfície do Mar de Aral já reduziu em 60% do seu tamanho e em cerca de 80% do seu volume. Em 1960, o Mar de Aral era o quarto maior lago do mundo, com uma área aproximada de 68 000 km ², e um volume de 1 100 km ³. Em 1998, caiu para 28 687 km ², o oitavo maior lago do mundo. Durante o mesmo período, a salinidade do mar aumentou cerca de 10 g/l para cerca de 45 g/l.
Em 1987, a redução gradual dos níveis de água acabaram dividindo o lago em dois volumes separados de água, ao norte do Mar de Aral e ao sul do Mar de Aral, o último por sua vez, dividido na zona central e na porção ocidental. Embora um canal tenha sido construído para ligar o norte e o sul, a conexão foi perdida em 1999 devido à queda cada vez mais acentuada das águas.
POSSÍVEIS SOLUÇÕES
O futuro do Mar de Aral é incerto. Não se sabe se é possível, viável e necessário recuperá-lo. Há diversas sugestões no sentido de ajudar em sua recuperação, tais como:
- Melhorar a eficiência dos canais de irrigação;
- Instalar estações de dessalinização de água;
- Instruir os agricultores a usar menos as águas dos rios;
- Plantar cultivares de algodão que necessitem de menos água;
- Usar menos produtos químicos nas plantações;
- Reduzir o número de fazendas de algodão próximas ao lago e afluentes;
- Construir barragens para encher o Mar de Aral;
- Desvio de água dos glaciares da Sibéria para repor a água perdida do Aral;
- Redirecionar a água dos rios Volga, Ob e Irtich. Assim, se levaria de 20 a 30 anos para restaurar sua antiga dimensão, a um custo provável de US$50 milhões;
- Diluir a água do Aral com água do oceano e do Mar Cáspio, através de bombas e gasodutos.
fonte: wikipédia - enciclopedia do conhecimento


